terça-feira, abril 20

Sem Título 2

-Não aguento esse calor!
-Nem eu. Por isso estou de branco. Você sabe que o branco absorve o calor e com o algodão da blusa...
Ele não aguentava quando Lucio enchia a boca para falar cultura inútil. As palavras começavam a ficar distantes em seus pensamentos.
-... Não entendo o que você faz de preto.
-Emagrece.
Ezequiel, 17 anos, não tinha nada de gordura em Lucio, mas o preto era crucial para manter o ar de mistério que tentava atrair, é claro, sem sucesso. Lucio era do tipo de gente transparente, sempre animado com seus 16 anos e meio.

Na escola tudo corria normalmente às 7:30 da manhã os mais novos correndo pra sala, os mais velhos se arrastando pra suas classes. Para Ezequiel o Ensino Médio era uma tortura às segundas pela manhã.
-Quem foi que deu a idéia de colocar a aula de Educação física no primeiro tempo DE SEGUNDA?
As manhãs de segunda eram demasiadamente indesejosas para Ezequiel. Sua postura séria e era praticamente indecifrável quando procurava se manter a tal altitude(principalmente às 7:30 da manhã de segunda). Acima, ele sempre quis estar nessa posição. Não "por cima", como se diz quando alguém quer ser esnobe e despreza as habilidades alheias para se gabar porém acima numa espécie de "nível superior de entendimento". Essas coisas são do tipo de coisa que ninguém nunca entenderia sentir. Afinal ele era especial. Nunca se sentiu igual. Igual era uma palavra medíocre, para Ezequiel, dava uma idéia de não ser o suficiente. Ele nunca atraía muitas amizades ultrapopulares, eram esse tipo de coisa que atraiu Lucio a Ezequiel. Ezequiel era diferente, Lucio admirava isso desde "O" incidente.

Expresse-se

Sem Título

"Eu visto os céus de negridão e lhes ponho pano de saco por sua coberta." (Isaías 50-3)


Nada o deveria parar. Nada.Porém, agora, suas mãos estavam cobertas pelo sangue de alguém que poderia ser a maior razão de sua vida. De todas as vidas. Estava enganado. Ele já tinha perdido o sentido da razão que tinha se misturado com a intensa emoção dos sutis e maravihosos momentos que o cercava. O problema maior é saber se ele continuava ali olhando toda a vida quente e vermelha lhe escorrer pelos dedos ou se seguiria adiante com a vontade mortal de apanhar o responsável por tal brutalidade. Não sabia. Simplesmente não sabia de mais nada.
-Toma minha dor para sempre e esconda em seu túmulo tudo que eu fui pra você para que ninguém jamais saiba o quanto sofremos para não aproveitar tudo o que nos dispunha.

terça-feira, abril 6

Adoro dias Chuvosos! =D

Querer é um desejo formulado pela mente e sentido pelo corpo. Ás vezes não precisa ser necessariamente realizado. Porém existem necessidades básicas que devemos obedecer. A fome indica algo importante organicamente dizendo, da mesma maneira que a sede, ou o amor.

"Desejar você,
um edredom e
um bom filme
quebra alguma regra acordo?
Tomara que não.
Senão..."

domingo, abril 4

Hiper. IX

Ele voltou apressadamente pra Cyber onde havia marcado um encontro com ela. Suas mãos suavam ele tremia. Não sabia se ria, se chorava, se se preocupava com a agora ex-namorada, não sabia de nada. Havia sido tomado pelo impulso de uma paixão mortífera.

-Olá! Voltei.
-O que você fez?
-Terminei.
-Você está bem?
-Não sei ao certo. Não sei de muita coisa.- Ele mostrava ansiedade nunca vista antes.
Ele respirou fundo. Sentou no vão mentre o vidro filmado da lan house e a rua.
Ela havia ficado de pé. Com seus olhos castanhos, cabelos e nariz perfeitos olhava a lua. Ao mesmo tempo olharam para um casal de idosos na esquina próxima ela respirou fundo e disse:
-Bu.
Ele ficou completamenteaturdido com a situação.
Existiam palavras que não se podiam compreender. Talvez porque não faziam parte da nossa habitual literatura, porém, aquela palavra falava mais. Mais do que todas as outras palavras que eles haviam trocado. No momento não havia nada. Nada em lugar algum apenas ela para ele e ele para ela.

-Eu sei.- Disse o aturdido menino.
Eu também.

Do meio das trevas sombrias Cris surgia com um sorriso largo e pretensioso.
-Água. Precisamos de água. vamos lá em casa pegar água o pessoal aqui tá com sede!

Eles concordaram e partiram. o trajeto estava cheio de obstáculos. Não obstáculos físicos e sim emocionais. A vontade dele era de expressar tudo o que sentia, porém não podia, pelo menos, sem parecer pretensiosa demais. Então, como sempre, armou um plano, simples, poré, mortal, saberia que poderia realizar suas esperas eternas de tê-lo em seus braços. Ele estava simplesmente aturdido e nervosíssimo com a situação.

-Vô só no banheiro rápido.
Cris parecia saber de tudo o que precisavam. Um cômodo vazio porém cheio de pretensões.
Ela, como já era de casa, abriu a geladeira e pegou uma garrafa verde com água bem gelada. Podia-se notar os pés dela tremendo.
Mais cedo havia uma história que na casa haviam ratos maiores que um braço humano. Acredite quem quiser o mestre Splinter havia visitado o local mais cedo apavorando a todos, especialmente os que tinham pavor de ratos.
Ele não aguentava mais a situação.
-Quero um abraço.
Estenderam os braços e enquanto seus corpos se aproximavam. Eles sentiam todo o carinho reprimido comover-lhes o peito. Uma sensação boa se espalhou pela casa, como se houvesse uma presença divina no local. prontamente segundos intermináveis depois eles se afastaram e serviram-se de água. Bastante água.
Eles queriam experimentar mais do carinho oposto

-Quero um beijo.

"O maior contato possível é o da alma.
Não preciso tocar sua pele.
Apenas seu coração.
Mas concordo, "ninguém é de ferro"."

Hiper. VIII

Horas depois ele estava em casa pensando no que ocorrera. Sabia que o sofrimento era inevitável. Alguém deveria sofrer. Sim, necessariamente alguém deveria sofrer. Todo aquele sentimento positivo desequilibrara a sensível balança da vida. Infelismente alguém deveria sofrer e ele deveria escolher quem deveria sofrer.

Como num jogo frenético de ganha ou perde a namorada dele perdera. E feio. Não havia outro poder disponível sobre a terra, a não ser o divino, que pudesse equilibrar novamente seus sentimentos.

-O que devo fazer?-Ele perguntara um dia no messenger.
-Você deve fazer o que acha melhor pra você.-Ela respondia.
Essas palavras escritas na tela de cristal brilhante simplesmente dilaceraram as emoções dele. Que outro conselho ela poderia dá-lo. Ela não tinha a menor noção do que causara.

-Eu não posso continuar com você. Não seria justo. Nunca conseguirei superar suas expectativas de namoro.
Sábado às 18:47 foi dado um fim a um longo relacionamento cheio de juras eternas de amor eterno.

"Que toda essa eternidade seja preservada... na mente de quem puder suportá-la."

Contornos

"Retornar pode parecer um novo ir."

Once... again.