Um grande indicador de que alguém está emocionalmente abalado é quando o tempo passa rápido o suficiente não se possa notar. Já era tarde depois de tanta música. E o tempo de Cris já havia acabado.
Analisando com um olhar de dia seguinte parecia que tudo foi armado pra eles, afinal, Tina a servidora foi-se sem volta! Voltado ela tinha, porém havia ficado do lado de fora com os outros dois conversando por tempo o suficiente para que o tempo de Cris acabasse.
- Vamos? Terminei. - Indagou Cris.
- Vamos até ali com ele? Aí depois eu volto com você. - Ele sugeriu.
O fato dela morar depois da casa dele e cris morar mais perto da Cyber fazia com que Cris fosse pra casa e ela seguia viagem passando pela casa dele. Mas o casal podia deixar Cris em casa e seguirem ao seu destino.
Já sozinhos e com as ruas quase desertas o casal seguir sua viagem.
-Sabe aquela fumacinha que sai da boca quando tá frio assim?
-Mas tá saindo!
-Tá nada!
-Você que não consegue ver!
-AAAAAAAH... é mesmo!
-Seu cego! - Risadas contagiavam aquela besteira inútil.
-Não tenho seu extremo senso de percepção.
-Sofra pobre mortal! - Mais risadas invadem aqueles sorrisos realiados pela presença do outro.
"Talvez eu não tenha sido a melhor mas fui sua. Ninguém sabe mesmo como termina. Isso torna tudo mais simples, pelo menos pra mim"
segunda-feira, fevereiro 22
Hiper. VI
Mas tudo já havia mudado. Ele fingiu normalidade continuou escutando como Cris se atrapalhara todo tendo que ir comprar mais açúcar o qual o estoque havia acabado no mercadinho mais perto e como ele teve que ir a pé no outro mercado, o que ficava mais longe. Não havia mais olhares ou pretensões. Apenas a imaginação dele rondando todo o lugar. Ele estava completamente perplexo por ter lido as palavras "caloroso", "sincero", "adoro" e "abraços". Aquelas palavras ficavam martelando na cabeça dele. A melhor de todas era "abraço", ele ficava imaginando se era uma simples despedida ou a mesma vontade que ele sentia de abraçá-la e sentir o calor do corpo dela em seus braços tendo o conforto de todo aquele estranho sentimento louco e ensurdecedor resostada em seu peito ouvindo sua respiração e poder lhe falar ao pé do ouvido um terno e carinhoso "eu te a... - Controle-se imbecil! - Ele não se permitia ir tão longe na imaginação. Afinal era comprometido. Pelo menos na prática.
Aquelas palavras quase saíram boca afora quando tinha percebido que Cris havia terminado de contar aquela imensa história. Ele nem se dava conta de que um grupo cinco garotinhas numa faixa de uns treze a quinze anos haviam deixado o lugar dando espaço para que os dois amigos dela e mais duas outras pessoas recém chegadas ocupassem os lugares. Mas espere um pouco se fizermos as contas, havia um lugar vazio e apenas uma pessoa dentro da Cyber de pé além, é claro, dele.
-E aí, Leu?
Quanta tortura. Ele suava frio com o desconfortável fato de não saber onde enfiar as mãos. Isso era terrível, não saber onde enfiar as mãos. Dava a ele a impressão de insegurança e descontrole. Agora era a melhor hora para tirar a dúvida.
-Oi? Eh ... eu, li, sim. - Um sorriso sem graça lhe escapou.
-E gostou?
-Claro. Adorei! Muito obrigado! Fico até sem graça com tantos elogios.
-É só o que eu acho de você. E afinal, é tão difícil encontrar alguém tão legal assim como você.
-Ei! - Interrompeu a servidora.
-Dá uma olhada aqui pra mim enquanto eu dô um pulo ali na lanchonete com o Du e a Liza?
A simpática servidora graciosa e de cabelos negros era amiga e confidente dela e a confiava o posto de servidora quando aparecia uma urgência qualquer como por exemplo ter que ir comprar um refrigerante ou alguma coisa que matasse sua incrível fome na lanchonete umas quadras dali.
Ele foi ter com ela no servidor. Agora já sabia que ela gostava de sua companhia. A música estava no fim, uma ótima oportunidade para falar sobre o assunto.
Depois do nervosismo dele se dissipar no papo sobre pop, música conteporânea e outras especialidades da boa música brasileira e internacinal, iniciou-se um duelo de quem escolhe a melhor música. Depois de várias gargalhadas ao som de "Open Your Eyes" de Snow Patrol, as mãos deles se encontraram no mouse, a dela por cima da dele. Mas o que devia ter sido um acidente com uma separação imediata de mãos ficou sendo umencontro magnífico entre vermelhões na bochecha, suor nas mãos e batimentos cardíacos super acelerados, os olhos não saíram da tela do computador enquanto o cursor se movia para o nada e devagar as mãos iam roçando e se afastando até que o último toque provocante. Então os olhares se cruzam rodeando a Cyber que agora se tornara um lugar vazio com apenas dois corações flamejantes.
"Perdi minha direção, você era meu álcool."
Aquelas palavras quase saíram boca afora quando tinha percebido que Cris havia terminado de contar aquela imensa história. Ele nem se dava conta de que um grupo cinco garotinhas numa faixa de uns treze a quinze anos haviam deixado o lugar dando espaço para que os dois amigos dela e mais duas outras pessoas recém chegadas ocupassem os lugares. Mas espere um pouco se fizermos as contas, havia um lugar vazio e apenas uma pessoa dentro da Cyber de pé além, é claro, dele.
-E aí, Leu?
Quanta tortura. Ele suava frio com o desconfortável fato de não saber onde enfiar as mãos. Isso era terrível, não saber onde enfiar as mãos. Dava a ele a impressão de insegurança e descontrole. Agora era a melhor hora para tirar a dúvida.
-Oi? Eh ... eu, li, sim. - Um sorriso sem graça lhe escapou.
-E gostou?
-Claro. Adorei! Muito obrigado! Fico até sem graça com tantos elogios.
-É só o que eu acho de você. E afinal, é tão difícil encontrar alguém tão legal assim como você.
-Ei! - Interrompeu a servidora.
-Dá uma olhada aqui pra mim enquanto eu dô um pulo ali na lanchonete com o Du e a Liza?
A simpática servidora graciosa e de cabelos negros era amiga e confidente dela e a confiava o posto de servidora quando aparecia uma urgência qualquer como por exemplo ter que ir comprar um refrigerante ou alguma coisa que matasse sua incrível fome na lanchonete umas quadras dali.
Ele foi ter com ela no servidor. Agora já sabia que ela gostava de sua companhia. A música estava no fim, uma ótima oportunidade para falar sobre o assunto.
Depois do nervosismo dele se dissipar no papo sobre pop, música conteporânea e outras especialidades da boa música brasileira e internacinal, iniciou-se um duelo de quem escolhe a melhor música. Depois de várias gargalhadas ao som de "Open Your Eyes" de Snow Patrol, as mãos deles se encontraram no mouse, a dela por cima da dele. Mas o que devia ter sido um acidente com uma separação imediata de mãos ficou sendo umencontro magnífico entre vermelhões na bochecha, suor nas mãos e batimentos cardíacos super acelerados, os olhos não saíram da tela do computador enquanto o cursor se movia para o nada e devagar as mãos iam roçando e se afastando até que o último toque provocante. Então os olhares se cruzam rodeando a Cyber que agora se tornara um lugar vazio com apenas dois corações flamejantes.
"Perdi minha direção, você era meu álcool."
Hiper. V
O e-mail dizia:
"Olá!
Bem, você pode achar meio estranho eu te mandar um e-mail assim do nada. Mas é isso que eu faço quando gosto das pessoas, mando e-mails. rs
Primeiramente, adorei conhecer você! Adoro gente inteligente e que pensa antes de falar. Acho importante. Mesmo que você se ache lerdo por isso.rs (Não não acho você lerdo!rs)
Admiro muito você e sei que suas vontades e ambições serão realizadas. Você é uma pessoa muito especial para mim, não apenas pelo seu jeito cativante ou seu olhar sincero ou seus calorosos apertos de mão. Acho que no mundo falta gente assim, com conteúdo. Alguo que as pessoas possam encontrar quando veêm dentro de você. Algo diferente que nos traga a vida a confiança de acordar mais um dia e dizer: Eu estou vivo. Graças a Deus! Alguém com quem eu possa conversar horas e horas e horas e horas e horas... sem me cansar.
Acho que você entrou na minha vida por um motivo muito especial!
Sei que nos conhecemos a pouco tempo mas já sou sua fã!rsrs
Te adoro demais! Abraços"
Ele tremia e suava muito. Não conseguia guardar esse nervosismo das outras pessoas. Não sabia se levantava os olhos para encará-la ou continuava ali olhando pro nada ou pelo menos fingindo que escrevia ou navegava. Ele sentiu seu rosto arder em fogo quando tomou toda a coragem do mundo, levantou os olhos e viu ela olhando ansiosamente para ele. Finalmente uma salvação, Cris, mais atrasado do que nunca chega ao lugar. Ele passa pela porta e vai em direção a ela, cumprimenta a todos, ajeita o boné, e o avista estarrecido em frente ao palco luminoso que se formara. Um palco de horrores que se formara tirando o fôlego de apaixonados por pessoas erradas. Ou o correto seria: pessoas erradas apaixonadas por horrores que lhe tirariam o fôlego? Ou talvez: o palco dos horrores errônios apaixonados?
Nosso querido e pertubado jovem imediatamente fecha as janelas, faz logoff e vai em direção ao amigo.
-Cara. Foi ultra sinistro! Assim que você desligou o telefone a chata da Magdalena, a vizinha, subiu no muro pra pedir um pouco de açúcar aí...
Parecia que as palavras de Cris ficavam cada vez mais longe da compreensão dele, não conseguia se concentrar. Ele estava ali, em frente ao Cris, ouvindo todas as palavas projetadas em sua direção mas parecia que tinha algum tipo de bloqueio menteal que o fazia somente pensar no fato de que a pessoa com quem ele mais queria trocar algumas palavras estava ali atrás dele parece que esperando algum comentário pelo e-mail enviado e esquecido em meio um milhão e novecentos mil anúncios spams inúteis da internet naqueles montes de sites o qual ele se cadastrara. Aquilo definitivamente poderia ter mudado completamente a vida dele. Ou seria realmente normal que ela enviava e-mails para amigos dela? Será que simplesmente era um e-mail de "Seja bem vindo à minha rede social de amigos e eu vou te dar tanta impotrtância o quanto eu dou para todos os meus outros amigos. beijomeliga"?
"Não me faça admitir Não! Não faça. Não faça isso! Estúpido, seu bruto.Saia da minha mente, saia! Agora! O quê... O que você está fazendo comigo? Solte-me! Me desamarra. Agora. Por favor, não. Eu te amo. Admito. Mas agora que admiti, parece que essas amarras estão mais apertadas. Mais do que nunca."
"Olá!
Bem, você pode achar meio estranho eu te mandar um e-mail assim do nada. Mas é isso que eu faço quando gosto das pessoas, mando e-mails. rs
Primeiramente, adorei conhecer você! Adoro gente inteligente e que pensa antes de falar. Acho importante. Mesmo que você se ache lerdo por isso.rs (Não não acho você lerdo!rs)
Admiro muito você e sei que suas vontades e ambições serão realizadas. Você é uma pessoa muito especial para mim, não apenas pelo seu jeito cativante ou seu olhar sincero ou seus calorosos apertos de mão. Acho que no mundo falta gente assim, com conteúdo. Alguo que as pessoas possam encontrar quando veêm dentro de você. Algo diferente que nos traga a vida a confiança de acordar mais um dia e dizer: Eu estou vivo. Graças a Deus! Alguém com quem eu possa conversar horas e horas e horas e horas e horas... sem me cansar.
Acho que você entrou na minha vida por um motivo muito especial!
Sei que nos conhecemos a pouco tempo mas já sou sua fã!rsrs
Te adoro demais! Abraços"
Ele tremia e suava muito. Não conseguia guardar esse nervosismo das outras pessoas. Não sabia se levantava os olhos para encará-la ou continuava ali olhando pro nada ou pelo menos fingindo que escrevia ou navegava. Ele sentiu seu rosto arder em fogo quando tomou toda a coragem do mundo, levantou os olhos e viu ela olhando ansiosamente para ele. Finalmente uma salvação, Cris, mais atrasado do que nunca chega ao lugar. Ele passa pela porta e vai em direção a ela, cumprimenta a todos, ajeita o boné, e o avista estarrecido em frente ao palco luminoso que se formara. Um palco de horrores que se formara tirando o fôlego de apaixonados por pessoas erradas. Ou o correto seria: pessoas erradas apaixonadas por horrores que lhe tirariam o fôlego? Ou talvez: o palco dos horrores errônios apaixonados?
Nosso querido e pertubado jovem imediatamente fecha as janelas, faz logoff e vai em direção ao amigo.
-Cara. Foi ultra sinistro! Assim que você desligou o telefone a chata da Magdalena, a vizinha, subiu no muro pra pedir um pouco de açúcar aí...
Parecia que as palavras de Cris ficavam cada vez mais longe da compreensão dele, não conseguia se concentrar. Ele estava ali, em frente ao Cris, ouvindo todas as palavas projetadas em sua direção mas parecia que tinha algum tipo de bloqueio menteal que o fazia somente pensar no fato de que a pessoa com quem ele mais queria trocar algumas palavras estava ali atrás dele parece que esperando algum comentário pelo e-mail enviado e esquecido em meio um milhão e novecentos mil anúncios spams inúteis da internet naqueles montes de sites o qual ele se cadastrara. Aquilo definitivamente poderia ter mudado completamente a vida dele. Ou seria realmente normal que ela enviava e-mails para amigos dela? Será que simplesmente era um e-mail de "Seja bem vindo à minha rede social de amigos e eu vou te dar tanta impotrtância o quanto eu dou para todos os meus outros amigos. beijomeliga"?
"Não me faça admitir Não! Não faça. Não faça isso! Estúpido, seu bruto.Saia da minha mente, saia! Agora! O quê... O que você está fazendo comigo? Solte-me! Me desamarra. Agora. Por favor, não. Eu te amo. Admito. Mas agora que admiti, parece que essas amarras estão mais apertadas. Mais do que nunca."
quinta-feira, fevereiro 18
Hiper. IV
Tudo aquilo parecia errado, incomum, irreal. Depois do "susto" ele retomava a conversa.
-Mas então. Você dizia....
-Ah, sim... bem, você não leu meu e-mail, né?
-E-mail? Não! Não sabia que você tinha me mandado algum.
-Você não vê sua caixa de entrada?
Os dois paralizaram na mesma posição que estavam e secretamente se admiraram como faziam sempre em segredo, mas nunca de maneira tão explícita. Uma dúvida, um e-mail.
Depois de alguns segundos imóveis várias gargalhadas preenchidas de rubores na maçã do rosto por baixo do casaco dele e da blusa dela.
A fila na Cyber havia acabado e chegou a vez dele de ocupar um espaço luminoso no escuro e frio confortador daquela penumbra magicamente deslumbrante. Apenas para os olhos apaixonados deles, é claro. Para qualquer outro mortal era a sua vez de dar uma conferida no orkut, messenger, e-mail, ou seja lá o que for. Mas pra eles era mais, muitomais do que qualquer pobre mortal poderia sonhar.
-Máquina doze liberada, lá no canto. - Informava a simpática e sorridente servidora.
-Bem acho que vou ler agora. - Entre simpáticos risos ele disse.
Ele sentou, fez o login, e não aguentava mais de tanta curiosidade. Abriu rapidamente o e-mail.
A simpática servidora tinha acertado em cheio na música, If Ain't Got You, Alicia Keys.
Ela, novamente com seus amigo viu o pobre menino vidrado naquela luminária de vidro. Notóriamente olhava para ele nãio dando a mínima pra conversa dos outros dois.
Ela esperava a reação dele. Afinal, a expectativa era grande.
"De onde tirastes estes olhos? Eles mechem com a minha cabeça."
-Mas então. Você dizia....
-Ah, sim... bem, você não leu meu e-mail, né?
-E-mail? Não! Não sabia que você tinha me mandado algum.
-Você não vê sua caixa de entrada?
Os dois paralizaram na mesma posição que estavam e secretamente se admiraram como faziam sempre em segredo, mas nunca de maneira tão explícita. Uma dúvida, um e-mail.
Depois de alguns segundos imóveis várias gargalhadas preenchidas de rubores na maçã do rosto por baixo do casaco dele e da blusa dela.
A fila na Cyber havia acabado e chegou a vez dele de ocupar um espaço luminoso no escuro e frio confortador daquela penumbra magicamente deslumbrante. Apenas para os olhos apaixonados deles, é claro. Para qualquer outro mortal era a sua vez de dar uma conferida no orkut, messenger, e-mail, ou seja lá o que for. Mas pra eles era mais, muitomais do que qualquer pobre mortal poderia sonhar.
-Máquina doze liberada, lá no canto. - Informava a simpática e sorridente servidora.
-Bem acho que vou ler agora. - Entre simpáticos risos ele disse.
Ele sentou, fez o login, e não aguentava mais de tanta curiosidade. Abriu rapidamente o e-mail.
A simpática servidora tinha acertado em cheio na música, If Ain't Got You, Alicia Keys.
Ela, novamente com seus amigo viu o pobre menino vidrado naquela luminária de vidro. Notóriamente olhava para ele nãio dando a mínima pra conversa dos outros dois.
Ela esperava a reação dele. Afinal, a expectativa era grande.
"De onde tirastes estes olhos? Eles mechem com a minha cabeça."
Hiper. III
Seu namoro, que já não ia muito bem, tinha um problema a mais. ELA. Na verdade ele não sabia se podia chamar de problema, ou solução. Não que ele não amasse a atual namorada, porém sentia algo inexplicável pela outra. Algo que o fazia perder o chão, ou achar que vivia sobre o chão errado.
terça-feira, fevereiro 16
Hiper. II
Ele não conseguia se lembrar de quando que os recados do orkut se tranforaram em janelas piscando do messenger e nem quando tinha adquirido coragem o suficiente para dar o seu número de telefone para a outra. Tendo em vista que fez isso em troca do número dela também.
-Controle-se imbecil!
Com o celular azul e a luz laranja iluminando seu rosto no escuro da casa, ele descobria uma crise de ansiedade como nunca havia sentido anteriormente à sua súbita e nova amizade especial. Ele adorava ficar sozinho em casa. Sentia-se livre. Livre para conversar com a outra no messenger sem que ninguém desconfiasse de nada além de um papo casual com alguém qualquer na internet.
-O que está acontecendo?
Extremamente abalado com a situação em que se encontrava resolveu tentar refugiar-se com um novo amigo. Nova amizade para ele, contudo uma quase recente e ao mesmo tempo intensa amizade de uns seis meses dela.
Ele desceu o cursor do celular alguns nomes a baixo e apertou o botão verde. Verde de esperança e excitação emocional. Ainda agitado com o surto de ansiosidade e uma voz meio trêmula:
-Alô? Cris? Oi, olha, vamos lá na Cyber?
-Ok 20 minutos. Te vejo lá.
Os dez minutos mais demorados da vida dele, já que a Cyber ficava a outros dez minutos da casa do descuidado menino de apenas dezessete anos.
O lugar parecia normal aos olhos humanos, porém aos olhos de um apaixonado era um cenário incrível. O escuro era quebrado apenas pelas luzes de corredores de computadores e seus usuários frenéticamente vidrados na tela. Na verdade se alguém analizasse bem o lugar poderia encontrar várias cenas diferentes, como pessoas tristes com uma separação mortal, pessoas felizes com uma nova paquera, ou até mesmo um jogo alucinante que promovia a realização visual de pessoas mergulhadas em seus desejos virtuais sendo atingidos pelos incríveis gráficos desenhados numa tela de vidro.
Cris se atrasara, ou nosso jovem perturbado que deve ter se apressado por algum motivo especial?
Do lado de dentro ele observa atentamente cada ruído da rua fria e molhada rua pelo chuvisco constante, sendo quebrados apenas pelo teclado enfurecido dos jovens no lugar.
É absurdamente impressionante o quão aguçado pode se tornar o ouvido humano para o arder de uma paixão enfurecida da adolescência. Ao longe ele escutava uma sequência de palavras muito bem escolhidas como uma voz que se aproximava rápido. Ele tinha certeza que era ela. Seus batimentos aceleravam muito rápido, ele ficava claramente sem jeito com a situação. Sentado no banco de espera feito de madeira ele não sabia onde pôr as mãos suadas. Mas aquela cena de terror parecia não ter fim. Ela não entrou. Ela ficou ali fora conversando com dois outros amigos. Ele não aguentava mais. Ele conseguia vê-la claramente com seu sorriso lindo e sua gesticulação meticulosa, porém ela não conseguia vê-lo, porque o vidro filmado impedia. Mas parece que entre uma palavra e uma gargalhada ela tentava observar por detrás daquele vidro, será que ela procura algo? Ou alguém?
Finalmente, os três decidem entrar um comprimenta um amigo a outra faz observações sobre o mural, mas para ele pouco importava os outros dois o que realmente importava ela ela vindo em sua direção com um sorriso que lhe tiraravam dos trilhos.
-Olá, que bom te ver por aqui! - Com animação e uma distância corporal bem sucinta ela afirma.
Ele quase não consegue esconder, mas com grande força responde a saudação.
-É, bom te ver também estou esperando o Cris. Por acaso você viu ele por aí?
-Não, não. Todas as máquinas ocupadas? - Ela sabia que às sextas pela noite nunca tinha uma máquina que não estivesse ocupada.
- A fila está muito grande. Meia hora para desocupar a próxima máquina! - Isso era ótimo para ele. Mas tempo para poder apreciar sua companhia. Agora mais confortável com a situação com menos espaços entre as frases ele continuava a conversa sobre como às sextas as pessoas não tinham nada pra fazer e se refugiavam no mundo virtual.
O telefone dele toca.
-Só um minuto. - Ele diz com um sorrizo de lado, querendo demonstrar algum charme retirado de inúmeras experiências de filmes.
-Alô? Oi! O que você está fazendo? Do outro lado uma entediada e doce voz pergunta.
-Eu? Tô ...tô ... na Cyber.
-Ah tá. Pensei que estivesse de bobeira. Talvez você pudesse me visitar. Não tenho nada pra fazer!
-Eu tô meio ocupado agora. Te ligo depois. - Sem dar muita atenção na menina do outro lado da linha ele se livra rapidamente antes que perca a incrível oportunidade de ter um dos melhores encontros em semanas. Mas ele olha para a companhia com o pesar de sentir a dor de uma traição. Afastado do outro lado do lugar que devia media uns 5 metros quadrados.
-Mas que besteira! Não há traição. Ele pensava.
-Se desprenda agora dessa tolice e aproveite imediatamente a conversa agradável.
-Amanhã eu passo aí! Tá amor? Beijo, tchau.
-Minha mãe tá te mandando um beijo de sua sogrinha mais queridinha no mundinho inteirinho.
Sua namorada sabia que algo estava errado! Mas afinal, quem poderia condenar seu pobre e relutante coração ardente?
"Dias difícies o qual meu coração perde os pedaços mais importantes para os sentimentos mais perversos deste mundo!
Sim! Os seres humanos perdem pros sentimentos!
Algo que eles deveriam dominar, pois são preparados com raciocínio e lógica!
Dias Importantes Sentimentos Humanos Dominar Lógica...
Nada disso faz sentido mesmo!
Fracos Nojentos Falsos Pútridos Ameaçadores ... seres humanos!"
-Controle-se imbecil!
Com o celular azul e a luz laranja iluminando seu rosto no escuro da casa, ele descobria uma crise de ansiedade como nunca havia sentido anteriormente à sua súbita e nova amizade especial. Ele adorava ficar sozinho em casa. Sentia-se livre. Livre para conversar com a outra no messenger sem que ninguém desconfiasse de nada além de um papo casual com alguém qualquer na internet.
-O que está acontecendo?
Extremamente abalado com a situação em que se encontrava resolveu tentar refugiar-se com um novo amigo. Nova amizade para ele, contudo uma quase recente e ao mesmo tempo intensa amizade de uns seis meses dela.
Ele desceu o cursor do celular alguns nomes a baixo e apertou o botão verde. Verde de esperança e excitação emocional. Ainda agitado com o surto de ansiosidade e uma voz meio trêmula:
-Alô? Cris? Oi, olha, vamos lá na Cyber?
-Ok 20 minutos. Te vejo lá.
Os dez minutos mais demorados da vida dele, já que a Cyber ficava a outros dez minutos da casa do descuidado menino de apenas dezessete anos.
O lugar parecia normal aos olhos humanos, porém aos olhos de um apaixonado era um cenário incrível. O escuro era quebrado apenas pelas luzes de corredores de computadores e seus usuários frenéticamente vidrados na tela. Na verdade se alguém analizasse bem o lugar poderia encontrar várias cenas diferentes, como pessoas tristes com uma separação mortal, pessoas felizes com uma nova paquera, ou até mesmo um jogo alucinante que promovia a realização visual de pessoas mergulhadas em seus desejos virtuais sendo atingidos pelos incríveis gráficos desenhados numa tela de vidro.
Cris se atrasara, ou nosso jovem perturbado que deve ter se apressado por algum motivo especial?
Do lado de dentro ele observa atentamente cada ruído da rua fria e molhada rua pelo chuvisco constante, sendo quebrados apenas pelo teclado enfurecido dos jovens no lugar.
É absurdamente impressionante o quão aguçado pode se tornar o ouvido humano para o arder de uma paixão enfurecida da adolescência. Ao longe ele escutava uma sequência de palavras muito bem escolhidas como uma voz que se aproximava rápido. Ele tinha certeza que era ela. Seus batimentos aceleravam muito rápido, ele ficava claramente sem jeito com a situação. Sentado no banco de espera feito de madeira ele não sabia onde pôr as mãos suadas. Mas aquela cena de terror parecia não ter fim. Ela não entrou. Ela ficou ali fora conversando com dois outros amigos. Ele não aguentava mais. Ele conseguia vê-la claramente com seu sorriso lindo e sua gesticulação meticulosa, porém ela não conseguia vê-lo, porque o vidro filmado impedia. Mas parece que entre uma palavra e uma gargalhada ela tentava observar por detrás daquele vidro, será que ela procura algo? Ou alguém?
Finalmente, os três decidem entrar um comprimenta um amigo a outra faz observações sobre o mural, mas para ele pouco importava os outros dois o que realmente importava ela ela vindo em sua direção com um sorriso que lhe tiraravam dos trilhos.
-Olá, que bom te ver por aqui! - Com animação e uma distância corporal bem sucinta ela afirma.
Ele quase não consegue esconder, mas com grande força responde a saudação.
-É, bom te ver também estou esperando o Cris. Por acaso você viu ele por aí?
-Não, não. Todas as máquinas ocupadas? - Ela sabia que às sextas pela noite nunca tinha uma máquina que não estivesse ocupada.
- A fila está muito grande. Meia hora para desocupar a próxima máquina! - Isso era ótimo para ele. Mas tempo para poder apreciar sua companhia. Agora mais confortável com a situação com menos espaços entre as frases ele continuava a conversa sobre como às sextas as pessoas não tinham nada pra fazer e se refugiavam no mundo virtual.
O telefone dele toca.
-Só um minuto. - Ele diz com um sorrizo de lado, querendo demonstrar algum charme retirado de inúmeras experiências de filmes.
-Alô? Oi! O que você está fazendo? Do outro lado uma entediada e doce voz pergunta.
-Eu? Tô ...tô ... na Cyber.
-Ah tá. Pensei que estivesse de bobeira. Talvez você pudesse me visitar. Não tenho nada pra fazer!
-Eu tô meio ocupado agora. Te ligo depois. - Sem dar muita atenção na menina do outro lado da linha ele se livra rapidamente antes que perca a incrível oportunidade de ter um dos melhores encontros em semanas. Mas ele olha para a companhia com o pesar de sentir a dor de uma traição. Afastado do outro lado do lugar que devia media uns 5 metros quadrados.
-Mas que besteira! Não há traição. Ele pensava.
-Se desprenda agora dessa tolice e aproveite imediatamente a conversa agradável.
-Amanhã eu passo aí! Tá amor? Beijo, tchau.
-Minha mãe tá te mandando um beijo de sua sogrinha mais queridinha no mundinho inteirinho.
Sua namorada sabia que algo estava errado! Mas afinal, quem poderia condenar seu pobre e relutante coração ardente?
"Dias difícies o qual meu coração perde os pedaços mais importantes para os sentimentos mais perversos deste mundo!
Sim! Os seres humanos perdem pros sentimentos!
Algo que eles deveriam dominar, pois são preparados com raciocínio e lógica!
Dias Importantes Sentimentos Humanos Dominar Lógica...
Nada disso faz sentido mesmo!
Fracos Nojentos Falsos Pútridos Ameaçadores ... seres humanos!"
Continua.
Depois de súplicas dos acompanhadores(rs), resolvi transformar o conto em uma história!
.Beijos queridos!
.Beijos queridos!
segunda-feira, fevereiro 15
Hiperatividade.
-Noite fria! - Diz o atirado menino.
-Coisa rara por aqui! Responde a outra com ar de super-interessada-no-assunto.
-Quem dera se fosse assim o ano todo! Não me importaria de usar 20 casacos por semana desde que esteja na mesma temperatura de hoje! Afirma o menino com um rubor vigoroso de não saber quando a conversa vai parar. Por ele duraria dias inteiros mesmo se fosse pra falar apenas sobre o estranho tempo frio úmido e aconchegante que atingia o bairro onde moravam, ou talvez sobre quantos carros passassem, ou sobre o quanto a luz da lua é bonita. Principalmente quando o ar frio limpa o céu e traz a sensação de que a lua parece mais perto, simplesmente ali, esperando ser admirada de maneira prestigiada que só pode ser observada a partir de um olhar apaixonado.
Depois de uma sugestão dela pra que se abriguem no interior da Cyber Café eles entram porque, afinal, seus amigos estavam lá dentro e poderiam perceber que eles estavam ali fora a muito tempo falando sobre o nada.
Depois de, com muita dificuldade, conseguir fazer o login num PC da Cyber com aquele teclado completamente apagado de tanto os viciados jogadores baterem agressivamente naquelas teclas. O rapaz tímido, porém encorajado por um impulso descontrolado formula delicadamente uma estratégia para que o objetivo da aproximação seja realizado:
-Tem orkut Gisa?
-Claro q sim! - Gisa era uma amiga distante. Não haveria o menor motivo descente para que ele faça tal pergunta, a não ser a presença da outra na Cyber Café.
-Ei você - voltando o estranho rubor sem motivos aparentes - tem orkut?
-Sim sim! - A animação dela anima mais ainda ele dando mais força pra continuar no seu incrível plano de aproximação. - Estou no da Gisa.
Recados, semanas, palavras, fatos, apertos de mão, mais encontros e mais apertos de mão. Apertos de mão demorados, delicados e carinhosos, porém a dúvida ainda pairava nele. Ele não conseguia diferenciar um flerte de uma atitude normal dela.
Ele a admirava, achava que era simpática, inteligente, carinhosa, não conseguia distinguir a diferença entre um carinho a mais ou uma educação refinada, uma gentileza ou uma tentativa de chamar atenção.
Ninguém sabe ao certo o que acontecia com os sentimentos confusos e petrificados desses dois. A ansiosidade é uma das piores inimigas do ser humano. Nosso querido rapaz não sabia ainda mas tinha se tornado um escravo dos próprios sentimentos. Morrer de ansiosidade recarregando páginas da internet várias e várias vezes. Se retorcendo de tédio no sofá da sala porque ela não está. Mas não sabia se era tédio ou alguma outra coisa que o fazia chorar com uma sufocante vontade de ligar, mesmo sabendo que seria arriscado. Mas alguma coisa adora desestabilizar a singela balança de equilíbrio entre a loucura e a sanidade.
-Não aguento! Sem você mas um minuto não aguento! TENHO QUE LIGAR! DROGA!
O coitado fala, resmunga sozinho aos ventos o que a outra não consegue escutar, porque, afinal, é um momento difícil de decisão. Liga ou não liga?
Solidão é um dom que não me convém!
-Coisa rara por aqui! Responde a outra com ar de super-interessada-no-assunto.
-Quem dera se fosse assim o ano todo! Não me importaria de usar 20 casacos por semana desde que esteja na mesma temperatura de hoje! Afirma o menino com um rubor vigoroso de não saber quando a conversa vai parar. Por ele duraria dias inteiros mesmo se fosse pra falar apenas sobre o estranho tempo frio úmido e aconchegante que atingia o bairro onde moravam, ou talvez sobre quantos carros passassem, ou sobre o quanto a luz da lua é bonita. Principalmente quando o ar frio limpa o céu e traz a sensação de que a lua parece mais perto, simplesmente ali, esperando ser admirada de maneira prestigiada que só pode ser observada a partir de um olhar apaixonado.
Depois de uma sugestão dela pra que se abriguem no interior da Cyber Café eles entram porque, afinal, seus amigos estavam lá dentro e poderiam perceber que eles estavam ali fora a muito tempo falando sobre o nada.
Depois de, com muita dificuldade, conseguir fazer o login num PC da Cyber com aquele teclado completamente apagado de tanto os viciados jogadores baterem agressivamente naquelas teclas. O rapaz tímido, porém encorajado por um impulso descontrolado formula delicadamente uma estratégia para que o objetivo da aproximação seja realizado:
-Tem orkut Gisa?
-Claro q sim! - Gisa era uma amiga distante. Não haveria o menor motivo descente para que ele faça tal pergunta, a não ser a presença da outra na Cyber Café.
-Ei você - voltando o estranho rubor sem motivos aparentes - tem orkut?
-Sim sim! - A animação dela anima mais ainda ele dando mais força pra continuar no seu incrível plano de aproximação. - Estou no da Gisa.
Recados, semanas, palavras, fatos, apertos de mão, mais encontros e mais apertos de mão. Apertos de mão demorados, delicados e carinhosos, porém a dúvida ainda pairava nele. Ele não conseguia diferenciar um flerte de uma atitude normal dela.
Ele a admirava, achava que era simpática, inteligente, carinhosa, não conseguia distinguir a diferença entre um carinho a mais ou uma educação refinada, uma gentileza ou uma tentativa de chamar atenção.
Ninguém sabe ao certo o que acontecia com os sentimentos confusos e petrificados desses dois. A ansiosidade é uma das piores inimigas do ser humano. Nosso querido rapaz não sabia ainda mas tinha se tornado um escravo dos próprios sentimentos. Morrer de ansiosidade recarregando páginas da internet várias e várias vezes. Se retorcendo de tédio no sofá da sala porque ela não está. Mas não sabia se era tédio ou alguma outra coisa que o fazia chorar com uma sufocante vontade de ligar, mesmo sabendo que seria arriscado. Mas alguma coisa adora desestabilizar a singela balança de equilíbrio entre a loucura e a sanidade.
-Não aguento! Sem você mas um minuto não aguento! TENHO QUE LIGAR! DROGA!
O coitado fala, resmunga sozinho aos ventos o que a outra não consegue escutar, porque, afinal, é um momento difícil de decisão. Liga ou não liga?
Solidão é um dom que não me convém!
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